Artigos sobre Software Livre na Educação

Saudações Livres!

A professora Sinara Duarte que tem o blog Software Livre na Educação publicou dois artigos com relatos de experiência utilizando software livre na escola.

Artigo: C@lculendo, software livre a serviço da educação

Resumo: O presente estudo analisa o uso do software livre na mediação de alunos com dificuldades de aprendizagem. A pesquisa foi realizada em uma escola pública de Fortaleza, com alunos de 9 a 13 anos de idade que apresentavam histórico de fracasso escolar. A metodologia envolveu a pesquisa qualitativa por meio da análise dos saberes e necessidades das crianças no contexto social e educativo ao qual ela pertence, por meio de atividades virtuais e concretas que envolvesse as habilidades cognitivas de seriação, conservação de quantidades e processo de construção da escrita. Os resultados preliminares apontam que o computador trouxe benefícios para aprendizagem e para o desenvolvimento cognitivo dos aprendizes. Leia Mais aqui…

Artigo: Desenvolvendo Projetos Audiovisuais Educativos em Plataforma Livre

Resumo: Este artigo descreve a experiência acerca do Projeto Minha Escola, Minha Vida que teve como principal objetivo sensibilizar jovens em situação de alta vulnerabilidade social acerca de sua importância enquanto sujeito histórico-social e da escola como partícipe deste processo através das TICs em uma plataforma livre. Participaram alunos concludentes do ensino fundamental de uma escola pública de Fortaleza/CE que durante três meses produziram um projeto audiovisual em formato multimídia. A pesquisa contribuiu para desmistificar a utilização de ferramentas livres no ensino e justificar a utilização do software livre como alternativa à exclusão digital.
Leia Mais aqui.

Artigos na Revista Partes

Blogs: relacionando o ensino de Ciências naturais com as situações reais da comunidade
Catiane Mazzoco Paniz e Vanessa dos Santos Nogueira
publicado em 01/11/2008

Investigação em ambientes virtuais de aprendizagem
Daniele da Silva Martins e Vanessa dos Santos Nogueira
publicado em 01/11/2008

Chega do eu acho!



Recebi de um amigo a indicação desse texto hoje, ele está disponível no site Escola BR.


Vale a pena ler!
Abraços e uma ótima semana!


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Chega do eu acho!
Prof. Eziquiel Menta

Sabe aqueles dias em que você não consegue dormir por estar preocupado? De tão inquieto com algo acaba ficando irritado por não dormir? Pois bem hoje é um destes dias e depois de tanto me revirar na cama resolvi ligar o computador e aproveitar para compartilhar com você meu colega leitor.

Esta minha insônia tem uma relação muito grande com um certo tipo de “virose” que venho identificando nas falas de algumas pessoas que atuam em formações de professores para utilização de tecnologia na educação. Tais sintomas não escolhem região geográfica, gênero, partido político, formação acadêmica e nem tão pouco é generalizada, mas tenho percebido que o número de pessoas contaminadas está crescendo e o pior é que muitas destas não reconhecem o problema e acabam tornando tal doença crônica e altamente contagiosa. Vou batizar de “Rompimento paradigmático com tecnologia de uma concepção educativa que nem possuo”.

Imagine se hoje nos jornais e sites surgisse a notícia de que um grupo de médicos pesquisadores conseguiram desenvolver uma técnica para a transferência de cérebro entre humanos. Um médico, professor de uma conceituada universidade, consegue alguns artigos sobre o assunto. Empolgado e com a maior boa vontade resolve ensinar seus alunos de medicina na universidade em que trabalha, porém sem nunca ter ao menos presenciado a utilização de tal técnica!

Um dos problemas que me levam a não dormir hoje nem sequer contando carneirinhos é perceber este tipo de situação acontecendo muito na Educação e infelizmente muito em formações para uso de tecnologia de maneira educacional. Propor metodologias e tecnologias sem as ter utilizado na sua prática docente é no mínimo uma imprudência profissional muito grande. Muitos destes entusiastas do uso de tecnologia na educação NUNCA sequer utilizou em UMA aula as
ferramentas que indica para seus professores. Sugere blogs mas não escreve nem em uma folha de papel, circula pela internet utiliza os textos dos posts que lê mas nunca ao menos deixa um pequeno comentário. Fala de wikis, trabalho colaborativo, web 2.0 mas nem se da ao trabalho de responder os emails dos colegas assistem suas palestras. Pior MUITOS NUNCA SEQUER ENTRARAM EM UMA SALA DE AULA!!!!!

Existe um ditado que sei que todos conhecem, mas hoje em dia se a coisa continuar assim talvez precise ser reescrito: Faça com que os outros façam o que eu falo, mas não deixem que estas pessoas façam o que eu faço. Meu medo está nisso, que esta corrente continue se multiplicando, se tornando cada vez mais em um discurso vazio.

Lembro nas pesquisas que iniciamos com Gerenciadores de Conteúdos (na época com PHPNUKE), ou com webquests, e principalmente os podcasts. Depois de ler sobre o assunto sempre me preocupei em saber fazer. Estudei, testei, convidei colegas a discutir e SEMPRE após os meus estudos e produções, levei para situações reais com alunos para só então propor materiais que aqui compartilhamos para outros professores. Vejo muito disso nos trabalhos, por exemplo, da professora

Léa Fagundes e de seu pessoal do LEC, o que eles propõem é o que realmente fazem em suas formações. Pesquisadores que possam falar de experiências em que realmente vivenciaram está cada vez mais difícil na educação.

Está na hora de começarmos a questionar a estes “amantes da tecnologia educacional”, acho que vou bem “inocente” começar a perguntar coisas do tipo:

(1) – Professor, ao invés de passar seu email posso me corresponder por comentários em seu blog? Qual mesmo o endereço?
(2) – Queria tanto escrever colaborativamente na wikipedia, como sugeriu, mas me sentiria mais seguro em fazê-lo em um verbete em que o senhor tenha colaborado, se possível me indique apenas um e prometo tentar fazer algumas contribuições, ok?

(3) – Sabe desde que começou esta palestra fiquei tentando lembrar de onde já tinha o visto, não seria de um vídeo disponível no Youtube? Você tem mais vídeos compartilhados por lá?

(4) – Estou gostando desta história de web 2.0, queria experimentar… que comunidade você recomenda que eu participe?

(5) – Fiquei tão feliz em saber mais sobre o software livre, creative commons e esta tal cultura livre, isso amplia em muito nossas possibilidades no trabalho docente. Quer dizer então que posso re-escrever alguns trechos do seu livro e publicar como uma obra derivada gratuitamente em meu site?

Eu avisei que estava irritado no começo deste post!

Outra coisa que tem me tirado do sério são professores que já possuem o “dom” de clicar se referindo aos seus colegas de profissão ainda não iniciados digitalmente sempre na terceira pessoa. Talvez você também já tenha ouvido coisas do tipo:
– Os professores tem muita resistência ao uso de tecnologias.
ou
– Eles (os professores) não compartilham suas produções.

Por favor, vamos parar com tanta hipocrisia? Somos Nós professores e não eles! Nós professores temos muita resistência a mudanças, aliás o ser humano. Nós professores dificilmente compartilhamos nossas produções. Acha que estou errado? Nas escolas por onde trabalhou é natural o pessoal compartilhar os planos de aula que deram certo, ou até mesmo divulgar os erros cometidos ao aplicar uma determinada metodologia? Se NÓS que somos professores não escrevemos, criamos, publicamos e compartilhamos como sugerir que tanto nossos colegas de profissão como nossos alunos o façam?

ELES os professores, fico imaginando qual a profissão deste deus da sabedoria? QUal a concepção pedagógica ou teoria da aprendizagem que baseia esta teoria para considerar que seu colega de trabalho, muitas vezes com formação até superior a dele, é uma tábua rasa de conhecimento porque não domina um mouse. Garanto a todos que aprendi muito mais do que ensinei durante todas minhas aulas e formações de professores, e quero registrar que não saber teclar ou enviar um email pode ser superado em muito pouco tempo, porém “arrogância intelectual” muitas vezes não tem cura.

Me perdoem a sinceridade mas já está mais do que na hora de termos mais professores reais na educação e extinguir tantos papagaios!

Blogar faz muito bem a saúde!!!

Olha só que turminha mais alegre!!! E essa alegria já tem até explicação cientifica, uma pesquisa realizada na Austrália mostra que as pessoas que possuem um blog são menos ansiosas e deprimidas.

Os blogs podem fazer você se sentir menos isolado, mais ligado a comunidade e mais satisfeito com suas amizades.

Se você ainda não tem um blog!!! Não perca tempo… crie já o seu!!!!

Reportagem na integra

Ditadura Virtual

Confesso que fiquei com medo depois que li essa máteria, cade aquele sonho realizado… de acesso a informação, de direitos iguais, de conhecimento globalizado…..

As injustiças estão por toda parte a gente sabe…. mas punição virtual???? Quantas pessoas vão perder horas de trabalho, de pensamentos, de idéias… porque ordem não se discute se cumpre….

Alguem sabe me dizer por onde anda a tal da democracia!!!!

Segue a nóticia….

Tristes Abraços,
Vanessa

Notícia que saiu no G1. Uma ordem judicial expedida no final de março pode resultar no bloqueio do acesso no Brasil a todos os blogs hospedados no portal wordpress.com. A ordem tem como objetivo proibir o acesso a um blog. Mas, segundo a Associação Brasileira de Provedores de Internet (Abranet), para que a decisão judicial seja cumprida, os provedores de terão de barrar o acesso a todos os sites oferecidos pelo serviço.

A Justiça não informou o nome do blog e a razão da decisão de bloquear a página.

De acordo com a Abranet, o Brasil responde por cerca de 1 milhão dos blogs hospedados no WordPress.

A ordem de bloqueio foi enviada à Abranet, que a repassou para todos os provedores associados. “Ordem judicial não se discute, se cumpre. Mas, como não é possível bloquear especificamente o endereço solicitado, o acesso a todos os sites com a extensão wordpress.com será impedido no Brasil”, explicou ao G1 Eduardo Parajo, presidente da associação.

Parajo não especificou uma data em que esses blogs ficarão inacessíveis, mas afirmou que os provedores já estão tomando as providências para realizar o bloqueio.

Segundo a companhia de monitoramento de tráfego Alexa, o WordPress ocupa a 27ª posição entre as páginas mais acessadas do país. Se considerados os sites mais acessados de todo o mundo, os blogs do WordPress ficam em 49º lugar. Nos EUA, ele teve crescimento de 310% no período de um ano e terminou 2007 somente atrás do Blogger entre os serviços de blog mais populares do mundo.

Dificuldade técnica em cumprir a ordem

Paralelamente ao cumprimento da ordem, a Abranet pretende enviar um texto ao juiz, explicando as dificuldades técnicas dessa questão. “Nosso objetivo é esclarecer a situação e mostrar que muitas pessoas podem ser prejudicadas. A alternativa que temos para executar o bloqueio de um único blog vai afetar outras pessoas”, disse Parajo.

Tecnologia, informação e inclusão: TICS nas escolas

(série com 4 volumes e 15 números)


Editor: UNESCO
Ano: 2008

Como Adquirir

Resumo: Tecnologia, informação e inclusão é uma série de folhetos destinada a jornalistas atuantes na mídia comunitária, estudantes e ao público em geral. Seu objetivo é estimular a disseminação de informação e o debate sobre a contribuição das novas tecnologias de informação e comunicação para o desenvolvimento social no Brasil. A série é composta por vários volumes temáticos apresentados em folhetos que tratam de aspectos específicos de cada tema. Os volumes e seus respectivos PDFs são:

v. 1: Acesso às novas tecnologias (4 folhetos):

  • n. 1: Brasil no rumo da inclusão (PDF – 4 p.)
  • n. 2: o papel das ongs (PDF – 4 p.)
  • n. 3: o papel do governo (PDF – 4 p.)
  • n. 4: telecentros no país (PDF – 4 p.)

v. 2: Informação para todos (3 folhetos):

  • n. 1: acesso do portador de necessidade especial (PDF – 4 p.)
  • n. 2: telecentros acessíveis (PDF – 4 p.)
  • n. 3: acesso muda a vida das pessoas (PDF – 4 p.)

v. 3: Computador na escola (3 folhetos):

  • n. 1: a dura realidade nas escolas (PDF – 4 p.)
  • n. 2: o futuro anunciado (PDF – 4 p.)
  • n. 3: tecnologia e aprendizagem (PDF – 4 p.)

v. 4: Juventude e Internet (5 folhetos):

  • n. 1: sonho de jovem inclui emprego e um computador (PDF – 4 p.)
  • n. 2: do maracatu atômico ao hip-hop digital (PDF – 4 p.)
  • n. 3: indígenas recriam a própria imagem em vídeo (PDF – 4 p.)
  • n. 4: o caso de três jovens brasilienses (PDF – 4 p.)
  • n. 5: ameaças na rede (PDF – 4 p.)

Palavras-chave: tecnologia de informação; tecnologia de comunicação; acesso à informação; exclusão digital; integração social; violência entre jovens; redes de computadores; índios (povos indígenas); comportamento cultural; computadores e desenvolvimento; escolas; aprendizagem; portadores de deficiência; centros comunitários; governo federal; organizações não-governamentais (ongs); Brasil

Abstract: Technology, information, and Integration is a series of folders dedicated to journalists acting in community media, to students, and to the general public. Its objective is to stimulate the information dissemination and discussion on the contribution of new technologies to information and communication for social development in Brazil. The series is composed by various thematic volumes presented in folders that deal with specific aspects of each theme. The volumes are: v. 1: Access to new technologies (4 folders); v. 2: Information for all (3 folders); v. 3: Computer in school (3 folders); v. 4: Youth and Internet (5 folders). Please verify above the subtitles for the numbers of each volume.

Keywords: information technology; communication technology; access to information; digital divide; social integration; computer uses in education; youth violence; computer networks; indigenous populations; cultural behaviour; computers and development; schools; learning; disabled persons; community centres; central government; nongovernmental organizations; Brazil