Visita


As alunas do Curso de Pedagogia da UNIFRA estiveram na escola pra fazer um trabalho de gestão educacional, e já aproveitaram para visitar o laboratório e conhecer a Roamer!

Foi pouco tempo, mas a Roamer fez sucesso!
Clique aqui para conferir o nosso projeto que teve início em 2006.




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Projeto Roamer na Educação Infantil


Duração: agosto a dezembro de 2006, tendo continuidade no próximo ano na série seguinte.

Publico alvo: professores e alunos da Educação Infantil

Resumo:

Este projeto busca oferecer uma oficina para os professores de educação infantil para que possam desenvolver um trabalho com o roamer em sala de aula. Cada professor vai trabalhar com o Robô na sua turma, tento autonomia pra orientar e criar as atividades de acordo o seu projeto. Para Meirieu (1989): “Prática reflexiva, profissionalização, trabalho em equipe e por projetos, autonomia e responsabilidade crescente, pedagogias diferenciadas, centralização sobre os dispositivos e sobre as situações de aprendizagem, sensibilidade à relação com o saber e com a lei delineiam um roteiro para um novo ofício”. Assim buscamos oferecer ao educador possibilidades para desenvolver um trabalho significativo, de forma dinâmica mostrando que é possível desenvolver um trabalho encantador.

Para Papert, “A melhor aprendizagem ocorre quando o aprendiz assume o comando de seu próprio desenvolvimento em atividades que sejam significativas e lhe despertem o prazer”. Dessa forma a robótica traz ao aluno a possibilidade de realizar atividades através da tartaruga de solo com comandos, o aluno é responsável pelas suas ações, adquirindo assim mais autonomia.

Justificativa:

A idéia da oficina foi de oportunizar um momento de familiarização com o Roamer, onde possa interagir e criar com ele, se apropriando do conhecimento. Como nos fala Beillorot, (1986 e 1974) “ saber, é aquilo que, para um determinado sujeito, é adquirido, construindo, colaborando através do estudo ou da experiência” para isso esse momento oferece além do conhecimento teórico a vivência prática para que cada professor tenha autonomia de criar suas atividades com a Roamer, sentindo-se seguro nas atividades.

A idéia de trabalhar com robótica na Educação Infantil vem acompanhada da pedagogia de projetos onde cada turma vai trabalhar conforme o seu projeto, assim a robótica vem somar nas atividades de cada turma e na prática de cada docente.

O trabalho com a roamer enriquece a aula trazendo vida e movimento as atividades, é um material neutro onde as onde as crianças estabelecem uma relação de empatia. A Robótica Educacional é caracterizada por um ambiente de aprendizagem onde os alunos são capazes de programar.

Objetivos da oficina:

  • Familiarizar os educadores com o Roamer.
  • Desenvolver um espírito investigação e pesquisa
  • Realizar um momento de formação organizado em torno da pedagogia de projetos
  • Ampliar as possibilidades de trabalho com um recurso que oferece diversas possibilidades de construção de conhecimento.


Material para os professores:

Roamer

O termo roamer significa andarilho, capaz de andar com suas próprias pernas. Portanto, a melhor maneira de se pensar no Roamer é um robô que recebe comandos diretamente em seu corpo, sendo capaz de andar em qualquer direção e efetuar um giro de até 360ª.

O fascínio dos robôs pode ser aproveitado para proporcionar às crianças o entusiasmo da investigação e da aprendizagem. O Roamer é, acima de tudo, divertido e motiva as crianças para pensar, experimentar e aprender.

As crianças adoram o Roamer. Ao transformar noções abstratas em concretas, as crianças envolvem-se ativamente no seu próprio processo de aprendizagem. Cria uma base sólida para o pensamento matemático, desde o simples reconhecimento de números até à aritmética e resolução de problemas.

Como funciona

O Robô Roamer anda para frente e para trás, roda para a direita e para a esquerda, espera e faz som. Pode-se ensinar o Roamer a fazer tudo isso pressionando as teclas existentes na sua carapaça. Possui uma tecla para cada uma dessas funções e um conjunto de teclas com algarismos.
Para dar uma instrução, carrega-se numa tecla de instrução seguida de um número. Isso diz ao Roamer o que fazer e quantas vezes o deve fazer. No final da instrução, deve carregar-se na tecla verde Go, para o robô executar o que foi programado.

Caracteristicas

Robusto
É resistente às quedas e empurrões de crianças.

Autônomo
Não necessita estar ligado a nenhum computador para funcionar.

Simples de utilizar
Teclado de conceitos na carapaça, atrativo e simples de utilizar.

Amigável e neutro

A forma não agressiva facilita a caracterização.

As crianças estabelecem com ela naturais relações de empatia.

Pode ser aquilo que os seus utilizadores quiserem: animal, pessoa, meio de transporte…

A forma neutra e atrativa quebra barreiras culturais e sexuais.

Adaptável a todas as idades.

A utilização do Robô Roamer permite desenvolver competências em diversas áreas:

Matemática


Desenvolvimento das seguintes noções:

Lateralidade e orientação espacial

Cálculo e estimativas

umeração e geometria

Programação

Expressão

Criação de projetos simples ou complexos.

Aprendizagem divertida aliando a arte e a tecnologia.

Compreensão de conceitos abstratos de forma concreta:

Pensamento matemático

Verbalização

Trabalho em grupo

Geometria do corpo

Aquisição e consolidação de conceitos nas áreas de:

Geometria e matemática

Expressão e criatividade oral

Música e som

Agora é só você usar sua criatividade

e inserir o Roamer no seu contexto de sala de aula!

Bom Trabalho!

Desenvolvimento do trabalho em sala:

O Roamer foi apresentada em casa turma com um personagem diferente conforme o projeto de cada professor, ela visita os alunos uma vez pior semana com dia e hora pré – estabelecidas.

Assim como nos fala Papert “ a oportunidade para a fantasia abre a porta para um sentimento de intimidade com o trabalho…” buscamos ir além de uma simples atividades com um Robô, de cumprir um horário e registrar a atividade para contar no projeto, o trabalho feito com interesse e encanto, resgatando a literatura infantil. Cristiane Madanêlo, acrecenta que “O Maravilhoso sempre foi e continua sendo um dos elementos mais importantes na literatura destinada às crianças. Através do prazer ou das emoções que as estórias lhes proporcionam, o simbolismo que está implícito nas tramas e personagens vai agir em seu inconsciente, atuando pouco a pouco para ajudar a resolver os conflitos interiores normais nessa fase da vida.”

Objetivos do trabalho em sala de aula:

  • Familiarizar os alunos com o Romaer através de um personagem.
  • Promover atividades interdisciplinares.
  • Enriquecer o trabalho de sala de aula.
  • Trabalhar as competências do projeto de cada turma de forma lúdica.
  • Estimular a criatividade na criação de maquetes e aproveitamento de materiais reciclados.


Material para aos professores:

Não Espere

Não espere um sorriso para ser gentil;
Não espere ser amado para amar
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de um amigo
Não espere ficar de luto para reconhecer quem é importante para você
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar
Não espere a queda para lembrar do conselho

Não espere…
Não espere a magoa para pedir perdão
Não espere a separação para buscar a reconciliação
Não espere a dor para acredidar na oração
Não espere elogios para acredidar em si mesmo

Não espere…
Não espere ter tempo para servir
Não espere o Eu também para dizer Eu te Amo
Então, o que você está esperando?

Para continuarmos nosso trabalho com a Roamer, é importante refletirmos e trocarmos sugestões. Para isso solicitamos que você responda as questões até o dia 11/09 (segunda-feira) e segue também uma sugestão de atividade que pode ser recriada segundo a sua criatividade.

Um final de semana iluminado!!
Josiane e Vanessa Nogueira

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Acompanhamento do trabalho nas turmas com base na observação do trabalho e no questionário respondido pelos professores:

Josiane (Turma 11)

“A Festa no Céu”

Nessa turma a roamer foi apresentada após o trabalho com a lenda “ Festa no Céu” ele foi apresentado como uma tartaruga, a lenda foi trabalhada em filosofia.

A professora da turma acredita que assim como as crianças demonstram-se encantadas e curiosas o professor ao orientar o trabalho também sente-se fascinado com a possibilidade enriquecer a aula com esta ferramenta.

Existe uma rotina todos aguardam o dia com expectativa, o trabalho com a tartaruga favorece a construção e o cumprimento de tarefas.

A professora vai continuar o trabalho com a roamer planejando novas situações que envolvam desafios e resolução de problemas.

As atividades com o robô não acontecem de forma isolada após o trabalho com o Roamer existe um momento de contextualização, como nos mostra Antonio Nóvoa “Experiência, por si só, pode ser uma mera repetição, uma mera rotina, não é ela que é formadora. Formadora é a reflexão sobre essa experiência, ou a pesquisa sobre essa experiência.”

Nara (Turma 12)

“A doença da terra”

O Roamer foi apresentado como uma visita especial. A professora contou a história a “A doença da Terra” a pós uma reflexão a visita chegou trazendo os planetas…. O trabalho favorece a atenção, auto controle, lateralidade, direção, estimativa e formulação de hipóteses.

Evanise (Turma 13)

“O menino que aprendeu a ver”

Após conhecerem a história do João os alunos preparam uma festa de aniversário para o menino, mas os alunos não sabiam que o menino era um robô, só descobriram no dia. No dia da visita a turma esperou o menino co uma bola pra jogar com o menino. Os alunos vão produzir fantoches para conversar com menino

Diva (Turma 14)

“O menino que aprendeu a ver”

A professora da turma sente-se feliz por estar intermediando a curiosidade, alegria e despertando nas crianças a paixão pela tecnologia.

O robô foi apresentado a partir da história “O menino que aprendeu a ver” entrou na sala como o João, as crianças receberam o menino com um caminho de flores,

A reação das crianças foi de fascínio, não conseguiam permanecer nos seus lugares, acompanhavam todos os movimentos do robô. Fizeram diversas perguntas do que ela pode fazer ou não.

As crianças sabem que são privilegiadas em ter contato com a tecnologia e isso estimula a paixão pela escola, pela aprendizagem e aumenta o entusiasmo.

Aline (Turma 15)

“O menino que aprendeu a ver”

Essa turma trabalha o mesmo projeto da 13 e da 14, com a história do menino que aprendeu a ver. Os alunos se deparam com situação nova, a de um robô em sala de aula, como fala Papert, “ a habilidade mais importante na determinação do padrão de vida de uma pessoa já se tornou a capacidade de aprender novas habilidades, de assimilar novos conceitos, de avaliar novas situações, de lidar com o inesperado. Isso será crescentemente verdadeiro no futuro: a habilidade competitiva será a habilidade de aprender.”

João foi a escola e foi de ônibus (é o carrinho que ele empurra) as crianças tinham que dar os comandos até a parada (garrafas) e depois João ia de ônibus até a parada mais perto da escola, descia do ônibus, ia na escola, aprendia as letras A e D que estão coladas no casco e voltava para casa no mesmo trajeto da ida.

Após a atividade as crianças registraram o caminho que o João percorreu.

Avaliação:

A avaliação será desenvolvida de duas formas:

1ª – Acompanhando o trabalho dos professores através de observação e questionários, verificando se o trabalho esta sendo significativo.

Os professores vão avaliar os alunos através de observação e registro.

Referencias Bibliográficas:

Merieu, P. Aprender … Sim, mas como? Porto Alegre: Art. Med, 1998.

Nóvoa, Antonio, Disponível em: “O professor pesquisador e reflexivo” http://www.tvebrasil.com.br/salto/entrevistas/antonio_novoa.htm%20acessado%20em%2001/09/2006

Papert Seynour, A máquina das crianças – Repensando a escola na era da informática , Artes Médicas, 1994

Perrenoud, Philippe et alli. Formando professores profissionais. Quais estratégias? Quais competências? Porto Alegre, Artmed Editora, 2001.

Oliveira, Madanêlo de oliveira”A importância do maravilhoso na Educação infantil” Disponível em: http://www.graudez.com.br/litinf/marav.htm Capturado em 01/9/2006