Tese: Relações sociais de Reconhecimento Intersubjetivo Virtual na formação de professores a distância.

NOGUEIRA, Vanessa dos Santos. Relações sociais de Reconhecimento Intersubjetivo Virtual na formação de professores a distância. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade Federal de Pelotas, 2016.

Esta pesquisa tem como objetivo a interpretação das relações sociais de reconhecimento intersubjetivo, valendo-se de espaços virtuais, especificamente em um curso de formação de professores, na modalidade de Educação a Distância (EAD), no âmbito do Sistema da Universidade Aberta do Brasil (UAB). A base teórica que guia a investigação está na luta pelo reconhecimento, proposta pelo filósofo alemão Axel Honneth. Para confrontar a fundamentação teórica, houve um trabalho empírico, cujo locus foi o ambiente virtual de aprendizagem Moodle, tendo como público os estudantes do Curso de Pedagogia a Distância da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no âmbito da UAB. A coleta de dados para base empírica decorreu de Entrevista Semiestruturada On-line com os estudantes do referido curso e de uma Autoetnografia Virtual. A organização dos dados para análise contou com o apoio do Software NVivo. A interpretação do corpus ocorreu por meio da Análise Textual Discursiva. Como resultados e discussões das análises dos dados, pode-se inferir que a internet enquanto artefato cultural de reconhecimento oferece recursos de interação que podem tanto reforçar padrões culturais antigos, quanto compor novos arranjos de relações sociais. O espaço virtual da internet configura um lugar de reconhecimento no curso pesquisado. Os sujeitos apresentam traços das três esferas de reconhecimento intersubjetivo, o amor, o direito e a estima social. Elas funcionam de forma entrelaçada, bem como vivências de reificação e sintomas de patologias sociais. Os estudantes demostraram a partir das entrevistas uma trajetória de luta por um projeto de bem viver, no qual ser aluno da EAD numa universidade pública caracteriza-se como uma conquista. Ao ocuparem o espaço virtual do curso, eles passam por período de adaptação, de aprendizagem dessa nova forma de comunicar. Dessa maneira, estabelecem relações práticas de autoconfiança, autorrespeito e autoestima. Nesse sentido, entende-se que o virtual apresenta especificidades na forma de relacionamento dos sujeitos que diferem da vida presencial, com potencial para qualificar os espaços de formação de professores, mas também, pode apresentar uma comunicação superficial e com falhas. Tais variações ocorrem na percepção dos estudantes pela ausência da presença física do outro e a superficialidade dos discursos dos professores e tutores. Contudo, acredita-se que o virtual e o presencial complementam-se. Por fim, o Reconhecimento Intersubjetivo Virtual é constituído com base em um movimento espiral de aprendizagem dos elementos necessários para a comunicação e luta por reconhecimento, que se dá no entrelaçamento dos espaços on-line e off-line do mundo da vida.
Palavras-chave: Axel Honneth, Teoria do Reconhecimento, Educação a Distância, Formação de Professores, Reconhecimento Intersubjetivo Virtual.

Abstract

NOGUEIRA, Vanessa dos Santos. Social Relations of Virtual Intersubjective Recognition in distance teachers training. Thesis (Doctorate in Education) – Program of Graduate Studies in Education, Federal University of Pelotas, 2016.

This research aims the interpretation of the social relations of intersubjective recognition, making use of virtual spaces, specifically in a course of teacher training, in the form of distance education (DE), under the system of the Open University of Brazil (OUB). The theoretical basis of the research guide is in the struggle for recognition, proposed by the German philosopher Axel Honneth. To confront the theoretical foundation, there was an empirical work, whose locus was the virtual learning environment Moodle, having as public the students of Distance Pedagogy Course from Federal University of Santa Maria (UFSM), under OUB. Data collection for empirical basis held online semi-structured interviews with students of that course and a Virtual Auto ethnography. The organization of data for analysis had the support of Software Nvivo. The interpretation of the corpus occurred through the Discourse Textual Analysis. As a result of discussions and analyzes of the data, it could be inferred that the internet as a cultural artifact recognition, offers interaction features that can enhance both ancient cultural patterns, as composing new arrangements of social relations. The virtual space of the internet sets up a recognition of the place at the searched course. The subjects have traces of the three inter-subjective recognition spheres, love, law and social esteem. They work in interlaced form, as well as reification of experiences and symptoms of social pathologies. Students demonstrated on the interviews a path of struggle for a good life project, in which being a student of OUB in public universities is characterized as an achievement. To occupy the virtual space, they go through the adaptation period, learning this new way to communicate. Thus, establish practical relations of self-confidence, self respect and self esteem. In this sense, it is understood that the virtual presents specificities in the form of relationship of the subjects that differ from presential life, with the potential to qualify spaces for teacher training, but also may have a superficial communication and failures. Such variations occur in the perception of students by the absence of the physical presence of the other and the shallowness of the speeches of teachers and tutors. However, it is believed that the virtual and presential complement each other. Finally, Virtual intersubjective Recognition is made based on a learning spiral movement of the necessary elements for communication and struggle for recognition which happens on the intertwining of online and off-line spaces in the world of life.
Key words: Axel Honneth, Recognition Theory, Distance Education, Teacher Training, Virtual Intersubjective Recognition.

Baixe o arquivo completo aqui!

Expressão Corporal – Linguagem e Contextos Educativos na Infância

Esse semestre estou trabalhando com a disciplina de Seminário Integrador VI – Linguagem e Contextos Educativos na Infância. A disciplina tem a proposta de integrar os saberes trabalhados por todas as disciplinas do 6º semestre do Curso de Pedagogia EAD/UFSM/EAD.

Normalmente as atividades são desenvolvidas de forma escrita, com fóruns de discussão, resumos, mapas conceituais… Dificilmente vemos ou ouvimos nossos alunos da EAD apresentando um trabalho. Dessa realidade surgiu a ideia de trabalhar com vídeos.

Uma das atividades dessa disciplina foi a criação ou adaptação de uma história infantil que envolvesse a participação das crianças, realizando movimentos corporais.

Disponibilizei um exemplo de atividade que realizei com os meus alunos do 4º ano do Ensino Fundamental, na Escola Municipal São Carlos em Santa Maria/RS, que você pode ver aqui!

O resultado do trabalho foi incrível, eu as tutoras a distância da disciplina, a Profª. Camila Fleck e a Profª. Martieli Rodrigues, ficamos muito orgulhosas com o resultado.

A atividade demandou muito esforço de todos. A gravação dos vídeos, o compartilhamento no ambiente, o envolvimento de amigos, da família, a autorização de uso da imagem das crianças que foram filmadas, todos esses elementos que tornaram essa atividade tão significativa.

Pra mim esta sendo uma experiência nova ver os alunos da EAD apresentando um trabalho!

Você pode assistir algumas das atividades a seguir:

Atividade realizada com alunos da Pré-escola Nível 1 e 2.
Alunas: Greice P. Moreira e Luisa Santos
Polo de Sobradinho

Atividade realizada com uma turma do Pré-A na cidade de Sobradinho.
Alunas: Carine Cembrani, Mailis Lisboa, Maria Fátima da Silva Fernandes, Maria Beatriz Hanzel e Claudete Puntel Ferreira.
Polo de Sobradinho

História: Os Três Porquinhos
Acadêmicas: Samara de Moura Krüger e Soeli Tolfo
Polo de Palmeira das Missões

 

Artigos sobre Netnografia, Etnografia Virtual e Autonetnografia

autonetnografia

AMARAL, Adriana. Autonetnografia e inserção online: o papel do pesquisador-insider nas práticas comunicacionais das subculturas da Web. Fronteiras-estudos midiáticos, v. 11, n. 1, p. 14-24, 2009. Disponível em: http://revistas.unisinos.br/index.php/fronteiras/article/view/5037. Acesso em: 03 de mar. De 2015.

BRAGA, A. Etnografia segundo Christine Hine: abordagem naturalista para ambientes digitais. Revista da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação | E-compós, v. 15, n. 3, set./dez.2012. Disponível em: http://www.compos.org.br/seer/index.php/e-compos/article/viewFile/856/638. Acesso em: 03 de mar. De 2015.

CAMPANELLA, Bruno. Por uma etnografia para a internet: transformações e novos desafios. MATRIZes, v. 9, n. 2, p. 167-174, 2015. Disponível em: http://www.matrizes.usp.br/index.php/matrizes/article/view/705. Acesso em: 03 de mar. De 2015.

ESPINOSA, H. 2007. Intersticios de sociabilidad: una auto-etnografía del consumo de TIC. Athenea Digital. Disponível em: atheneadigital.net/article/view/448/374. Acesso em: 03 de mar. De 2015.

GUTIERREZ, Suzana. Professores Conectados: trabalho e educação nos espaços públicos em rede. 2010. 277 f. Tese (Doutorado em Educação). Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/28792. Acesso em: 03 de mar. De 2015.

HINE, Christine. Etnografía virtual. Barcelona: Editorial UOC. Colección Nuevas Tecnologías y Sociedad. 2004. Disponível em: www.uoc.edu/dt/esp/hine0604/hine0604.pdf. Acesso em: 03 de mar. De 2015.

KOZINETS, Robert V. Netnografia: realizando pesquisa etnográfica online. Penso Editora, 2014. Disponível em partes no Google Books.

POLIVANOV, Beatriz Brandão. Etnografia virtual, netnografia ou apenas etnografia? Implicações dos conceitos. Esferas, v. 1, n. 3, 2014. Disponpivel em: http://portalrevistas.ucb.br/index.php/esf/article/view/4621. Acesso em: 03 de mar. De 2015.

FRAGOSO, Suely ; RECUERO, Raquel ; AMARAL, Adriana . Métodos de pesquisa para Internet. 1. ed. Porto Alegre: Sulina, 2011.

metodos e tecnicas de pesquisa na internet

WALL, S. 2006. An autoethnography on learning about auto-ethnography. International Journal of Qualitative Methods, 5(2). Disponível em: http://www.ualberta.ca/~iiqm/backissues/5_2/pdf/wall.pdf. Acesso em: 03 de mar. De 2015.

Ciclo de formação de tutores… Tutor é Professor?

Participei no dia 17/09 do IV Ciclo de formação de tutores, os ciclos de formação fazem parte do “Programa de formação e desenvolvimento profissional de tutores” promovido pelo grupo de pesquisa Kósmos, oferecido a todos os tutores da UAB/UFSM.

O “Programa de formação e desenvolvimento profissional de tutores” é coordenado pela Profª Adriana Moreira da Rocha Maciel e tem o objetivo de promover a educação permanente de tutores de EaD, atuantes a distância e presenciais, a partir de uma visão integrada das diferentes dimensões implicadas na dimensão prática docente e gestora da tutoria e na qualificação das relações éticas e humanas com os diferentes protagonistas dos processos formativos.

th (1)

Danilo, Valmor, Eu e a Mariana

A proposta do ciclo foi discutir o papel do tutor na EAD suas atribuiçõoes e condições de trabalho desse profissional.

Você pode assistir o vídeo aqui!

Esse assunto gera muitas discussões e merece atenção. Para saber mais sobre:

Práticas Pedagógicas na Educação a Distância: deslocamento de memórias e de sentidos
Minha dissertação de mestrado que discute no capítulo 5 se tutor é professor.

A Ação Docente na EAD: A Mediação do Tutor entre o Discurso e a Prática
Dissertação de José Severino da Silva

Blogue Tutor é Professor: http://enpead.blogspot.com.br/

EAD – UAB

uab

Navegando eu encontrei uma série de materiais sobre a UAB, entre eles o Guia do Tutor UAB da UnB e um material sobre  Gestão e Docência em EAD da Aberta/Sul.

Para saber sobre EAD….

Resolução FNDE/CD n° 026/09, de 05 de junho de 2009
Estabelece orientações e diretrizes para o pagamento de bolsas de estudo e de pesquisa a participantes da preparação e execução dos cursos dos programas de formação superior, inicial e continuada no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), vinculado à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), a serem pagas pelo FNDE a partir do exercício de 2009. Anexos:  Manual de atribuições dos bolsistas.

Resolução n° 012/08, de 16 de junho de 2008
Dispõe sobre o estabelecimento de normas aplicáveis à Educação a Distância na Universidade Federal de Santa Maria e dá outras providências.

Portaria CAPES/CNPq nº 01, de 12 de dezembro de 2007
Portaria conjunta que permite acumulo de bolsa UAB comTambém foi publicado o CAPES/CNPq de alunos pós-graduandos.

Referenciais de Qualidade de Cursos a Distância – agosto 2007
Não têm força de Lei, mas orienta instituições e comissão de especialistas que analisam projetos de cursos a distância.

Resolução FNDE/CD nº 044, de 29 de dezembro de 2006
Estabelece orientações e diretrizes para a concessão de bolsas de estudo e de pesquisa a participantes dos cursos e programas de formação superior, no âmbito do Sistema Universidade Aberta do Brasil, vinculado ao Ministério da Educação, a ser executado pelo FNDE no exercício de 2006. Revogada pela Resolução FNDE/CD n° 026/09, de 05 de junho de 2009.

Decreto nº 5.800 de 08 de junho de 2006
Dispõe sobre o sistema Universidade Aberta do Brasil – UAB.

Lei nº 11.273, de 6 de fevereiro de 2006
Autoriza a concessão de bolsas de estudo e de pesquisa a participantes de programas de formação inicial e continuada de professores para a educação básica.

Decreto nº 5.622 de 19 de dezembro de 2005
Regulamenta o art. 80 da Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

Portaria nº 4.361, de 29 de dezembro de 2004
Trata da protocolização no Sistema de Acompanhamento de Processos de Instituições de Ensino Superior – SAPIENS, de cursos superiores de graduação e pós-graduação presenciais e a distância e dá outras providências.

Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB – Lei n° 9.394/96
Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

Fonte: http://www.ufsm.br/ead/